SILAGEM DE COLOSTRO

Plano de Pesquisa apresentado à MOSTRA DAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL – MEP - REGIONAL
Professor Orientador: Eda Hoffmann Paim
Professor Coorientador: Álvaro José Ferreira Leite
Escola Estadual Técnica Agrícola Desidério Finamor
Endereço da Escola: BR 285 Km 193

Autores: PICCOLI, Antonio Carlos. LIMA, Leomar de. MAZZON, Roger. CECCHIN, Leonardo,


Dedicamos este trabalho à professora Eda Hoffmann Paim que se empenhou e se dedicou no desenvolvimento deste trabalho.

Agradecemos à Direção da Escola que viabilizou o Projeto.

RESUMO
Na Bovinicultura do leite se destaca a criação de terneiros para manutenção e melhoramento do rebanho. Desde o nascimento até o desmame demanda um trabalho oneroso, visto a necessidade da inclusão de leite na dieta destes animais. Este trabalho de pesquisa consistiu na comparação do desenvolvimento entre duas terneiras alimentadas, desde o nascimento até o desmame, utilizando para uma, leite in natura, e para a outra, silagem de colostro como alimento alternativo. Durante o processo de observação e pesagem sistemática, constatou-se um melhor desenvolvimento da terneira alimentada com a silagem de colostro constatando-se a hipótese inicial desta pesquisa de que o uso da Silagem do Colostro como substituto do leite in natura na alimentação dos terneiros, tem um baixo custo financeiro e proporciona melhor ou igual desenvolvimento do animal.
Palavras-chave: Silagem de Colostro – leite in natura - desenvolvimento

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NOSSA CONDIÇÃO HUMANA A PARTIR DO ESPAÇO.

Este texto foi parcialmente extraído do livro de B.J. Allen-Conn & Kim Rose traduzido pelo pessoal do LEC-PSICO-UFRGS, do posfácio de:

Alan Kay (1)


Meus exemplos favoritos de ciência antiga, e uma maravilhosa metáfora para o que a ciência faz, são as tentativas da cartografia de precisão, iniciada pelos gregos, perdida por milhares de anos e retomada no século 15. No final dos 1700s, as pessoas se encantavam ao poder comprar um globo de bolso d“O Mundo Como Visto do Espaço". 200 anos mais tarde, nós fomos ao espaço, olhamos para o mundo, tiramos fotos dele, e vimos exatamente o que os cartógrafos do século 18 já haviam descoberto.

Todos os processos e conhecimento científicos tem essa caracteristica: são tentativas de “ver" e representar coisas com precisão a partir de posições vantajosas, que não são parte do nosso senso comum sobre como deve ser o mundo, - “tornar o invisível um pouco visível". Na maior parte da história humana, nossas teorias sobre nós mesmos e sobre o mundo em que vivemos foram formadas principalmente com base em crenças infundadas, transformadas em histórias interessantes. Há umas poucas centenas de anos, conhecemos uma nova maneira de ver, que nos permitiu ver o mundo físico como se fosse visto “do espaço", com muito pouca perda no processo. No século 21 precisamos não só fazer isso para o mundo físico como também compreender a condição humana integral como se fossemos “observados do espaço", sem as histórias interessantes, mas com uma profunda compreensão de como lidar com as nossas naturezas e formações.


Mapas, assim como todas as nossas representações de idéias, são bastante arbitrários, e não tem automaticamente nenhum vínculo intrínseco com a precisão. Por exemplo, aqui estão 3 mapas. O primeiro é um mapa da idade média, o segundo é o mapa do “Senhor dos Anéis" de Tolkien, e o terceiro é um mapa do Deserto de Mojave. O mapa medieval " mostra o mundo como eles achavam que deveria ser", e inclui o Jardim do Eden (em direção ao Oriente Distante no topo). O Mediterrâneo (o meio do mundo) é a parte vertical do “T-O", Jerusalém está no centro do mundo, na junção do “T", e a bota da Itália é só uma protuberância (em vermelho). O mapa de Tolkien foi feito com detalhes cuidadosos para ajudar o leitor (e provavelmente o autor) a visualizar o mundo fictício dos Hobbit e Senhor dos Anéis. O mapa do Deserto de Mojave foi feito no ano passado, usando tanto métodos avançados de avaliação e imagens de satélite para guiar a localização das características físicas.

É importante entender que do ponto-de-vista da lógica tradicional, nenhum desses mapas é “verdadeiro", porque nenhum deles está numa correspondência exata, um-para-um, com todos os detalhes que eles tentaram mapear. Em outras palavras, cada um desses mapas é um tipo de história que foi escrita principalmente em imagens, ao invés de palavras. Num mapa nós podemos usar a lógica perfeita - por exemplo: se Roma está ao norte de Alexandria, e Paris está ao norte de Roma, então Paris está ao norte de Alexandria. Essa lógica interna funciona perfeitamente para os três mapas. A Matemática também é um tipo de sistema de mapeamento que se ajustado para ser perfeitamente consistente consigo mesma de fato, inclui a construção de mapas como esses (“Medição Terrestre" em grego é Geometria).

Quando nós tentamos relacionar os mapas com aquilo que são supostos “representar” o que esta “fora", encontramos dificuldades e concluímos que nenhum deles é “verdadeiro" no sentido da verdade que pode ser obtida dentro de um mapa. E se cairmos no Deserto de Mojave, cujo mapa “não-verdadeiro" você escolheu para levar consigo? Muitas concepções do “falso" realmente fazem diferença no pensar moderno.

Do nosso ponto-de-vista, a razão de ensinar o novo pensar" que floresceu nos últimos 400 anos não é proporcionar mais empregos técnicos, ou “manter o pais forte", ou mesmo fazer cidadãos melhores. Estes são bons resultados que são sub-produtos do novo pensar, mas as razões reais tem a ver com sanidade e civilização. Se os mapas nas nossas cabeças são diferentes do que “está lá fora", então estamos, na melhor das hipóteses, o que Alfred Korzybski definiu como “insanos". Nossa definição de insanidade real é simplesmente quando os mapas nas nossas cabeças, por quaisquer razões, se tornam tão diferente do que “está lá fora" (incluindo o que está nos mapas das outras pessoas) que se torna notável e algumas vezes perigoso. Uma vez que não podemos conseguir mapas que sejam exatamente verdadeiros, estamos sempre um pouco insanos com relação ao mundo físico. E desde que nossos mapas internos não são compartilháveis diretamente, nós somos ainda mais insanos em relação aos mapeamentos que cada um faz do mundo, incluindo nós mesmos. Porque nós pensamos em termos de nossos mapas internos - um tipo de representação teatral das nossas crenças pessoais - não é muito descabido dizer que vivemos não numa realidade, mas num sonho consciente, ilusório e alucinatório que gostamos de chamar de “realidade". Definitivamente devemos construir a versão “menos falsa" que pudermos disso!

A civilização não é um estado de ser que pode ser alcançado, nem uma viagem, mas uma forma de viajar. Para mim, a coisa mais formidável, marcante e surpreendente da ciência é que ela é feita por nós, embora sejamos criaturas que tem somente algumas histórias dentro das nossas cabeças, e que estamos preparados muito mais para se interessar por ataques de tigres de dente-de-sabre do que por mudanças climáticas ocorridas através dos séculos. Mas o processo de pensamento científico é capaz de lidar com muitas de nossas inabilidades de como pensar (e outros defeitos) de uma maneira suficientemente poderosa, para poder criar mapas ainda mais precisos de mais e mais partes do nosso universo. Eis porque precisamos ajudar a todos os jovens do mundo a fazê-lo. (...) Nós devemos aprender como observar e nos interessar por fenômenos numa forma não-categórica, isto é, não querendo nos livrar das coisas que meramente aprendemos seus nomes – existe um sentido segundo o qual a maioria das coisas se tornam invisíveis depois que as reconhecemos e memorizamos seus nomes. Então é preciso encontrar meios de “tornar o invisível em visível” para evitar um “reconhecimento prematuro”. Ciência está em toda a nossa volta e muito dela pode ser revelado meramente em sermos mais cuidadosos sobre o que pensamos estar vendo.
(...)

(1)- Alan Curtis Kay É conhecido por ter sido um dos inventores da linguagem de programação Smalltalk, e um dos pais do conceito de programação orientada a objetos, que lhe valeu o Prêmio Turing em 2003. Concebeu o laptop e a arquitetura das modernas interfaces gráficas dos computadores (GUI). - (do link Wikipédia.)

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIGs)









(em construção)



GPS; Funcionamento e Integração no celular.

( Celestino N. Carvalho/Osvaldino R. Filho)


A tecnologia de localização via GPS (Global Positioning System), permite que um hardware
possa ser localizado com grande precisão. O sistema GPS consiste em vários satélites na órbita da Terra que emitem simultaneamente sinais de radiofreqüência, permitindo avaliar a posição do receptor no globo terrestre.
Um telefone celular com GPS recebe todas essas informações, trata-as e retransmite-as, utilizando as tecnologias GSM (Global System for Móbile Communication) e GPRS (General Packet Radio Service), padrão digital de comunicação de voz e dados para servidores, que permitem a integração da informação básica de posicionamento com o software de mapa do celular. Estão disponíveis aos clientes através da internet vários softwares que efetuam a

integração entre mapa e GPS, com informações em tempo real.

Matéria do Olhar Digital sobre GPS:


Muitos acreditam que este seja um serviço pago o que não é correto. O sinal de GPS é gratuito, e apesar de altamente preciso, possui um sistema seletivo que induz a um erro programado, dependendo da utilização e dos protocolos contratados pelos fornecedores do sinal de satélite e as empresas que vendem os receptores ou os serviços de posicionamento. Tambem é cobrado o serviço de mapas e o acesso a via de dados de internet. Hoje os principais softwares GPS utilizados são produzido por empresas privadas para uso comercial (topografia, agrimensura, etc). Atualmente existem projetos atividade no Brasil, como o Tracksource , e o Wikimapia, onde centenas de pessoas contribuem para a inclusão de dados e desenvolvimento de mapas de localização. Os Softwares são gratuitos, alguns permitindo a publicação de informações de interesse regional, como fotos, localização de pontos históricos, turísticos e infraestruturais, públicos ou privados.

Sistemas de georreferenciamento e obtenção de Imagens

Os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) utilizam satélites que captam e transmitem informações para suas estações rastreadoras no solo. Os sinais são processados e servem para o
mapeamento e prospecção da superfície focada.
O produto da observação é distribuido para utilização pública ou privada em forma de imagens visíveis ou meta-dados. Os mapas ou fotografias resultantes nem sempre correspondem ao espectro natural de nossa visão. - O que determina a coloração das imagens pode ser a interpetação das bandas de ondas reconhecidas pelos sensores, que vão da luz visível e infravermelho próximo até radiações que emitem algumas substâncias terrestres.
O meta-dado constitui um pacote de informação "crua" que pode ser lido pelos geoprocessadores, que por seleção e "empilhamento" geram imagens estatísticas ou gráficas do objeto ou área observada. Abaixo, os satélites Landsat e Cebers e as curvas espectrais de seus sensores.
Deduz-se pela interpretação da figura que o segundo sensor (TM5) do Cebers 2 separa com maior nitidez os solos arenoso ou argiloso da vegetação existente.


<>A série LANDSAT teve início na segunda metade da década de 60 apartir de um projeto desenvolvido pela Agência Espacial Norte Americana e dedicado exclusivamente à observação dos recursos naturais terrestres. Essa missão foi denominada ERTS e em 1975 passou a se denominar Landsat. A missão, em sua maioria, foi gerenciada pela NASA e pela USGS e envolveu o lançamento de sete satélites. A série Landsat continua em atividade até hoje, o que significa mais de 30 anos contribuindo para a evolução das técnicas de sensoriamento remoto em instituições do mundo todo. A antena de recepção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) localizada em Cuiabá, capta desde os anos 70 imagens de todo território nacional, o que representa um enorme e único acervo de dados sobre nosso país. Este sistema orbital é ainda muito utilizado nas pesquisas realizadas pela Embrapa Monitoramento por Satélite.
Existe a previsão de que a série Landsat continue, com o lançamento a partir de 2011 do LDCM operando com instrumento OLI. A OLI irá fornecer imagem de 15 metros (49 pés) pancromáticas e multiespectrais de 30 metros de resolução espacial ao longo de faixa de 185km (115 milhas) de largura . A Terra toda caberá dentro da visão do OLI uma vez a cada 16 dias a partir de órbita LDCM quase polar.
Crédito: Ball Aerospace

O CBERS é resultado de um consórcio China-Brazil ((Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Os satélites desta série fazem parte do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, subordinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Destinam-se a monitoração do clima, projetos de sistematização e uso da terra, gerenciamento de recursos hídricos, arrecadação fiscal, imagens para licenciamento e monitoramento ambiental, entre outras aplicações. Suas imagens são utilizadas por empresas privadas e instituições como Ibama, Incra, Petrobras, Aneel, Embrapa e secretarias de Fazenda e Meio Ambiente. Desde 2001 foi estabelecida uma política de distribuição gratuita das imagens CBERS para todos os usuários brasileiros.


O programa Google Earth utiliza um mosaico de imagens obtidas por diversos satélites e sensores "coladas" em camadas "lado-a-lado" na superfície de um globo virtual (3D), que representa a terra vista do espaço em datas próximas ou distintas. A navegação em um computador pessoal permite localizar um ponto no mundo por busca escrita ou por coordenadas geográficas, e pode ser observado desde a altura do satélite, até, em alguns locais, com aproximação de menos de um metro. O programa destinado ao público é gratuito e aberto para postagem de novas imagens ou fotos atualizadas, desde que o editor esteja conectado a internet e possua um arquivo virtual no provedor do serviço, já que estarão a disposição de usuários ao redor do mundo. Este programa utiliza uma bem elaborada plataforma de trabalho e alguns de seus aplicativos podem ser baixados e executados para composição de mapas temáticos, por colaboradores ou instituições sem interesse comercial político ou religioso.



BREVE VISITA A REGIÃO DE LAGOA VERMELHA POR IMAGENS E GEOPROCESSAMENTO.
(1) Esta postagem foi gentilmente revisada e corrigida pelo Geólogo Pércio de Moraes Branco

Esta compilação tem por objetivo salvar e introduzir em segundo-grau, pesquisas na área de geografia, aplicando recursos disponíveis na Rede de Computadores (Internet), em “mosaicos” úteis à compreensão do espaço geográfico e suas dimensões topológicas. Relega nesta etapa as formalidades do método (créditos, fontes e bibliografia etc.) para focar o aspecto pictórico-intuitivo da sobreposição de camadas, indispensáveis ao desenvolvimento da técnica do geoprocessamento. Anexamos o “link” da fonte (quando necessário) e os elos dos principais sítios de consulta pública.

Fig. Disp. Em: http://www.cprm.gov.br/publique/media/capI-b.pdf

O Planalto Sul-Rio-Grandense é formado por cinco tipos de derrames basálticos de períodos pós-Gondwana, era Mesozoica, pertencentes à Bacia do Paraná. Os afloramentos mais significativos constituem-se de rochas vulcânicas máficas (escuras) e félsicas (claras) com tipos intermediários.



Fig. Disp. Em: http://geobank.sa.cprm.gov.br/pls/publico/geobank.webmap.principal
Observação: O elo para o sitio GEOBANK pode ser acessado pela Página (index) de: http://www.cprm.gov.br/

O município de Lagoa Vermelha estende-se de norte a sul sobre uma estreita faixa transversal composta por basaltos dos tipos Caxias, Esmeralda e Paranapanema. As rochas que formam os últimos derrames são: riodacito, quartzo-latito, basalto e basalto-andesito.

Imagem Google Earth salvas em Paint* com marcação do limite urbanizado de Lagoa Vermelha. Ao norte rio Lajeado dos Ivos, cortes de estrada e ponte em construção (vermelho) BR 470. Este programa de busca on-linedeve estar hospedado no computador e oferece coordenas, altitude de ponto, visão e data da imagem.


Acima o ambiente interativo WIKIMAPIA. Esta interfaçe permite a edição de mapas "on line"
Para acessar CLIQUE AQUI

Imagem de sensores de satélite (RGB) tipo Geocover- ARIM; Mapa Geológico Estadual – Rio Grande do Sul, escala 1:75.000 disponível em GEOBANK-CPRM

A comparação torna possível identificar propriedade e manejos do solo, como na exposição de rochas da Britadeira Comunhão dos Barros (detalhe acima) e a imagem de composição RGB (vermelho, verde e azul) obtida por sensores remotos. Esta coloração corresponde a refletância do local analisada com base em variáveis das “assinaturas espectrais” de objetos conhecidos.

Recurso disp. em: http://geofuse.geoeye.com/maps/Map.aspx

A região banhada pelo Lajeado dos Ivos e microbacia do Alecrim (leste) foi delimitada por pontos topográficos obtidos pelas escalas de cinza. O cerco à bacia é um recurso de construção de polígonos ou caminhos executáveis on-line. O (Geo-Eye) mede o ângulo de elevação do terreno e quando associado às imagens RGB (Geocover) e fotografias aéreas (Google Earth), (Embrapa-IBGE), permitem estimar a dinâmica de erosão do terreno e a possível formação de bancos e aluviões de depósito. Recurso disp. em: http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/

Os aspectos da formação rochosa do subsolo (cronologia dos derrames e declinação magnética) determinam zonas cromáticas em áreas sensíveis à medição de carga e direção do sinal magnético. Auxiliam na construção de perfis locais detectando falhas de cisalhamento com alta precisão. Estes recursos são inacessíveis ainda a consulta pública. São, porem fornecidos as Universidades em projetos de pesquisas. Os Altos Gravimétricos do Sul (Povíncia Mineral do Paraná) ou ainda os Projetos da Série 4000 arquivados na CPRM que abrangem ou tangenciam a região Nordeste do Rio Grande do Sul são de interesse regional.


(1) Geól. Pércio de Moraes Branco
Gemologia - Mineralogia
Cursos - Palestras - Consultoria - Turismo Geológico
Tel. (51) 3228-4969
www.perciombranco.blogspot.com






INFORMÁTICA NO ENSINO DE BIOLOGIA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE UMA EXPERIÊNCIA SOB A PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES(Computer science in the teaching of biology: limits and possibilities of an experience from the perspective of the students)Julio César Castilho Razera [juliorazera@yahoo.com.br]Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Departamento de Ciências Biológicas.Campus de Jequié, BahiaRosângela Miranda Silva Batista [ro_biologa@hotmail.com]Roque Pereira Santos [lebiouesb@yahoo.com.br]Professores de Ciências Biológicas. Rede Pública de Ensino da Bahia
Resumo
Apresenta uma experiencia sobre o uso da informática no ensino de Biologia. A experiência esteve focada em ações de um mini-curso sobre animais vertebrados para alunos do ensino médio de escola pública, utilizando-se entre os recursos da informática os softwares alternativos ao Expert SINTA® (Extensão FTP)e Enciclopédia Multimídia Seres Vivos®.
Palavras-chave: informática educacional; ensino de Biologia; software educacional; construtivismo.
Disponível :http://www.if.ufrgs.br/public/eenci/artigos/Artigo_ID49/v2_n3_a2007.pdf Acessado em 25/10/2011 Postado por Osvaldino às 23:46 0 comentários
Subsídios Pedagógicos para o uso do Laboratório de Informática
O artigo (pdf) apresenta uma experiência sobre o uso da informática no ensino de diversas áreas. Também relaciona possíveis softwares alternativos aos utilizados na experiência de Informática/Biologia.
Programa On-line alternativo ao Power Point para edição de slides.

EDITOR DE APRESENTAÇÕES GOOGLE: Clique na flecha!
Para o PowerPoint.
Exemplo adaptado de Ilma Passos Alencar Veiga, do livro:
ESCOLA: ESPAÇO DE PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Pela Profa. Mary Grace Martin - USP

MAPAS MENTAIS


A utilização de Mapas Mentais, sucedâneos recentes dos Mapas Conceituais, constituem ferramentas para elaboração de idéias e projetos. O conhecimento do método permite rabiscar com canetas coloridas esquemas úteis ao dia-a-dia de professores e alunos.

Connected Mind é uma opção para construção de mapas conceituais. As vantagens são a gratuidade e funcionar a partir do navegador Chrome. Apesar de todo em inglês, ele é básico e intuitivo, com ferramentas que serão compreendidas sem muito trabalho por usuários de diversos nível. A interface do programa é bem limpa e organizada, O único problema é não poder exportar o mapa criado para outra plataforma que não a online, pois não é possível salvar o arquivo no PC para abri-lo em uma apresentação de slides, por exemplo.

ENSAIO SOBRE PUBLICAÇõES
Prof: Osvaldino
EE Técnica em Agrícola Desidério Finamor
Alunos: Douglas, João Antônio e Eli
Turma: 2ºB - Técnico em Agropecúaria
(publicado em março de 2010)

Objetivo Geral: Iniciar alunos em edição de trabalhos no blog da escola.
Objetivos específicos:
1º Explanar sobre possibilidades de edição e publicação de trabalhos de pesquisa.
2º Observar interesse dos alunos por este tipo de recurso.
3º Experimentar as possibilidades desta midia digital.

Justificativa e Importância: O projeto de Inclusão digital dispõe de suporte no novo laboratório de informatica da escola, PROINFO, que conta aproximadamente 20 computadores conectados a internet. A rede dispõe de estabilidade e conectividade suficiente para um trabalho sistemático que atenda aos alunos em suas necessidades programaticas curriculares e de conteúdos, e aos professores em cursos de aperfeiçoamento na prática educativa.

Problemas:
1ºEstabelecer um projeto viável e de interesse dos alunos para utilização dos equipamentos disponíveis e seus recursos.
2ºViabilizar a proposta com os recursos humanos e os meios disponíveis na escola e sua coordenadoria.
3ºAtender as diretrizes nacionais, estaduais e dos grupos de difusão (NTEs) das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

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Projetos de Animação.

O Scratch utiliza uma interface gráfica que permite montar programas como os blocos LEGO. Tem comandos separados que podem ser alterados através de menus que permitem mixar imagens, sons e outros tipos de programas. O ambiente de desenvolvimento pode ser baixado gratuitamente.


Esta ferramenta é útil para enterder as coordenadas X e Y, seus valores e sinais. O conceito pode ser transportado para iniciar estudo das Coordenadas geográficas, Norte /Sul; Leste/Oeste; Paralelos e Meridianos.

Para acessar uma vídeo-aula Clique aqui!
Para acessar o Jogo mais difícil do mundo Clique aqui




Folha do projeto de "livro animado" de "O Pequeno Príncipe" de Saint-Exupéry para projeção em "data-show" exibido em 11/12/2010 em cerimonia de conclusão de ensino fundamental.
Folha do projeto de "livro animado" de "O Pequeno Príncipe" de Saint-Exupéry para projeção em "data-show" exibido em 11/12/2010 em cerimonia de conclusão de ensino fundamental.




Porque Etoys (Brinquedos)

Este texto foi parcialmente traduzido e copiado do sitio Squeakland e pode ser acessado clicando no ícone do menino com a estrela

Estudantes enfrentam diversos desafios que podem impedí-los de aproveitar ao máximo seu tempo na escola.

Um deles é a motivação. A maioria das crianças preferem fazer qualquer outra coisa a sentar e escutar lições que não parecem ser importantes.

Mesmo com crianças motivadas, existe ainda outro problema, elas são ensinadas como mas não porquê. Elas podem se dar bem nos testes, mas não aprendem a pensar com autonomia.
Etoys Engaja

Crianças usam Etoys para criar seus próprios modelos, estórias, e jogos, o que as mantém engajadas, pois é muito divertido.

Mas Etoys não é apenas brincadeira de criança. É um recurso muito eficiente para ensinar matemática, ciências e expressão artística, embora muitas pessoas não concluam que isso seja possível.

As crianças ficam imersas em descobrimentos, alcançando novas idéias, tornando suas lições mais significativas se comparadas ao método expositivo

Objetos para pensar

Crianças pequenas apredem melhor experimentando e brincando. As crianças adoram agarrar, soltar, amassar, enfim interagir com coisas do mundo a sua volta, muitas vezes desencorajadas pelos adultos.

Problemas começam a acontecer quando é ensinado para as crianças, coisas que elas não podem ver ou tocar. Matemática e gramática são dificeia porque são menos "reais" que blocos de madeira.

Etoys torna as abstrações mais palpáveis, permitindo às crianças visualizar e explorar novas idéias.
Muitas escolas ensinam iniciação a informática, embora isso raramente exceda a editores de texto, browser de internet e apresentações simples.

Etoys viabiliza a real fluencia em computação, permitindo aos estudante a ler e escrever a linguagem do computador.

Escrever programas requer das crianças que elas quebrem problemas em partes menores e construam soluções de forma explícita. Os resultados são óbvios e imediatos, o que encoraja a exploração e o descobrimento.

Desenhando e Programando

Com Etoys, as crianças podem fazer seus próprios desenhos e depois dar vida a eles. As crianças elaboram programas que instruem os desenhos.

As crianças podem, então, colocar seus desenhos e textos em livros digitais com múltiplas páginas, permitindo-lhes a criação de estórias interativas que podem ser compartilhadas com todo o mundo.

Essa possibilidade gera um senso de propriedade nas crianças e oportuniza o aprimoramento de seus projetos a partir da interação.

Realização

Essa descoberta contínua tem benefícios que vão muito além do laboratório de informática.

O Script ensina a resolução criativa de problemas. Etoys dá às crianças a confiança eo domínio do pensamento crítico, que afeta a vida escolar e fora dela.

Mais do que isso, Etoys tem o poder de transformar o modo como as crianças se sentem sobre suas próprias habilidades. Com a construção da auto-estima, muitos alunos aprendem a dizer: "Eu acho que eu sou inteligente, afinal"

Disponível em: http://squeakland.org/about/intro/article.jsp?id=2313 - Acessado em 27/12/2010

EEE. J.E.SARAIVA

Lab.Informática/biblioteca E.E.E. João Evangelista Saraiva
Dir.Maria Salete Cordeiro - Coord.Clarissa Cunha Machado.


A utilização de objetos lúdicos é importante para alunos do ensino fundamental. O programa "Squeak" constitui uma ferramenta para esta finalidade. Desenvolvido por Seymor Papert e Alan Kay do MIT e dezenas de programadores voluntários por todo o mundo, constitui uma interface amigável e gratuíta, já utilizada intensivamente em alguns países visinhos. Permite simultaneamente aos alunos aprender a programação de computadores. enquanto desenvolvem conhecimentos em ciências, matemática, geografia, artes, etc...Os programas são leves e podem ser baixado rapidamente para utilização em "Windows", "Linux" ou "Mackintosh". Pode ser transportado em "pen-drive" e executado em qualquer computador, sem conexão com a Internet. A plataforma foi avaliada pelo Laboratório de Estudos Cognitivos da Faculdade de Psicologia da UFRGS e é utilizada pela escola de aplicação Luciana de Abreu em convenio com o Governo do Estado e da SMED de Porto Alegre .

Para conhecer o os tutoriais, dowloads clique Squeak:

Squeakland

Para acessar "LIVRO EM PORTUGUES: IDÉIAS PODEROSAS", http://www.squeakland.org/resources/


http://www.squeakland.org/

"Cinco pés de altura tem a porta, e três
podem passar lado a lado"
J.J.R.Tolkien

Sed fugit interea fugit irreparabile tempus.


O Luar


Ainda o vejo na barranca batida do pesqueiro, cotovelos entre os joelhos, atento à linha estendida.
- Noite alta, o rio corre sereno.
Observo-o pelas costas sob a luz tênue do lampião.

Meditativo, lança o toco do cigarro n'água e ato contínuo, levanta.
Olha para o chão.
- Vagas palavras murmuradas encadeam-se, como se falasse ao rio. Absorto, jacta ao vazio uma longa sentença em um latim colegial.
- Assusta a noite...
O clarão da lua emoldura seu vulto contra o espelho do rio. - Estende o braço e a vaga oratória recrudesce furiosa, como a surdina que precede os temporais.

- Brilha o litro de cana como se fosse uma espada! - Divaga, conclama, exclama, e vocifera. Não perde o fio-da-meada...
- Estremece a barranca. Ecoam pelas váus as falas entrecortadas... Calam-se os grilos.
Seu braço descreve um arco e estilhaça a lua com garrafada certeira.
Desemaranha a linha dos pés e senta...

(Pelas tocas que há nas beiras e pelas frestas que há nas pedras o rio ainda engole a marola...)


>>> prá ouvir antes ou depois d'O Tiro


O Tiro.
(À Deleuze)

Quem não viu alojar bala lambida no cano duma “flobé”, não sabe o poder que tem...
Balinha longa e fina, de estalido seco e grande alcance.

- Tudo bobagem. Não fosse uma clareira no mato. -

- Paramos:
Eu vinha atrás pelo zigue-zague da trilha por entre os ramos dos sarandís e carás que crescem pelas barrancas à atravancar os carreiros.
-Cheguei a enxergar as duas por entre os galhos de um pinheiro. Acabavam de pousar: - Bico longo, curvo e amarelo, já ajeitavam as penas (de um azulão cintilante à negro; por baixo das asas, tufos brancos, de uma alvura sem par)

Era longe demais: - Duvidei. (mas não disse.)

Pesadinha como são, João levantou devagar a “surda”. Ainda lembro o cedro oleoso da coronha, entre o guarda-mato e a telha, e o dedo a pressionar o gatilho. -(Nessas armas, a mira é um pequeno monolito de óxido escuro, entre o horizonte e a seteira da alça. [É preciso pegá-la grossa se o tiro é de longe.]) –

- Páóóhhh...

-O arrufo de pena e asa, como uma bola em frangalhos, despenca pelas galhadas.
É a impressão que se tem... - Ecoa o tiro pelas encostas... Fica o ouvido zunindo do disparo da bala; do estampido do tiro! Uma fumaça azulada e um cheiro de fulminato cala pelas narinas.

-Num movimento de embalo, balança a corucaca no galho, como num-vai-não-vai, pescoço comprido, estendido, desajeitada...

(A outra, [coitada] a bala pegou)



( - Em 1º de abril de 1964, apoiando as forças que depuseram João Goulart, um grande contingente armado partiu da Vila Militar de Deodoro para o centro do Rio de Janeiro.)




SETEMBRO


O Cruzeiro do Sul levantou entre os cerros do Campo de Deodoro.
Oldengard meio às cegas arrasta suas sandálias pelo areião dos estábulos. A tarde foi quente e opressiva, e o calor tropical cedeu a uma brisa noturna com um vago cheiro de mar. Os rumores do dia constrangem a noite carioca e os contrafortes das montanhas que cercam a base reverberam aos motores dos aviões em treinamento. Uma densa fumaça cor de chumbo empana o horizonte e esconde a Acrux da constelação de Centauro. Escorpião tremeluz alta junto ao facho mortiço e amarelado de Júpiter.

Atravessamos o quartel em direção a cantina. Cavalos ferrados e cobertos pateiam sonolentos nas báias. Um cheiro adocicado de alfafa e estrume rebate o bafio que emana das águas oleosas do riacho da Vila Militar.
- Jantamos e voltamos pelo campo escuro varando pelas cancelas. Na cantina os arqueiros acantonados entoavam uma canção militar. Podia se ouvir o treinador do Distrito que carregava nos “erres”. (Instigado ao jantar por tonitruante cantata de Oldengard, prosseguia ferrenho, a reger outra marcha com uma atávica sanha marcial!)

Perguntei: Quem derrubou Fulgencio Batista?
- O humor de Oldengard tornou-se acre, farejou à frente uma mijada ainda quente e examinou a espuma brilhante, nariz franzido, óculos à ponta; sentenciou: hoje vão ter mosquitos famintos ou fecham as janelas. - O que fizeram depois da queda é o que não me agrada.
..............
O dia foi cansativo, tiroteios desencontrados pras bandas do Gericinó, tráfego intenso e veloz de zona conflagrada; rajadas de metralhadoras em treinamento, paraquedistas que pairam sobre o Campo dos Afonsos, pneus estourados como matracas-de-fole na Avenida Brasil;
Helicópteros, como as cigarras nos charcos, flutuam por entre os montes. Balões brancos amarrados em pencas sobem da praia distante a elevar três grandes letras apenas. (como escreveu Bertold Brecht em Cruzada de Meninos, o “P”, já sabido, adivinha-se o resto...).

.............
Ao jantar, silenciara a cantina...
Guerra civil, anunciou.
Oldengard não era neutro, e a bravata não apontava vantagem. – Na televisão o presidente fala à nação. Sereno, consolidadas instituições. Rumor de cadeira arrastada, jargões requentados entre os convivas, talheres caídos e um noticiário desses à repetir em cascata, imagem após imagem as cenas de um confronto filmado.
- Que vazio na rua! Como corria o soldado! O tiro o teria pegado...Não parasse de chôfre ante o abrigo de um poste, certamente o tiro o teria pegado! Aponta o repórter: A trajetória da bala; o furo da bala marcado; a marca furada da bala. Um soldado ajoelhado em apoio. - Repete-se a mesma fala, editam novas imagens.
- Velas acesas em cruz (um saco negro reluz). Um choro convulso. Uma mulher em desespero que se escabela de dor - Declarações do comando, tranquila presença, quepes azuis, tarja xadrez, divisa e gravata; a tez tostada do sol, luzes giratórias de alerta e ao fundo os Arcos da Lapa - Na escuridão que se estende entre o asfalto molhado e os trilhos o medo se esconde. (Os pais recolhem os filhos.)

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No escuro, os arqueiros retomam o alojamento e entre as réstias de luzes que há nos postes jogam-se às camas, cansados e silenciosos. Um ventilador varre os que já dormem pelos beliches de cima. Na janela alta, remendos transparentes fremem a cada lufada. (No silêncio que se instalou, o ventilador parece um avião de carga em manobras. Como o HS que voava à tarde com o seu tênue e arqueado rabo de fumaça negra; gordo pato verdoso a alçar-se pesado entre as balizas e os montes)



II
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Dormia em sono ferrado e emerjo de um pesadelo: - Ao descer a ladeira um sangue brilhante escorre no tanque de uma moto caída. Um sangue escuro e viscoso. - Risco o sangue com os dedos...
O que me acordou? O baque abafado na porta ou o pesadelo em que estava?
- Forçaram a nossa porta. Ninguém acorda...- Um chiado eletrizante de rádio, interferências, descargas de estática e vozes entrecortadas. Três militares fardados contornam a casa.
Espio pela janela.

-Entre as palmeiras que a brisa embala, oito caminhões militares pesados parados; portas abertas, motores ligados. Luzes baixas e pequenas sinaleiras de um vermelho discreto. - Inaudíveis quase. Silenciosos e escuros como um assombro de morte.
(Os velhos guerreiros Xavantes não dormem em noite de luta pra não sonhar maus presságios).
O vento frio do ventilador varre-me as costas nuas e abala-me o queixo. Tremo incontrolavelmente...
Viaturas militares e da polícia, carros de inteligência avançam na contra-mão. Um preto de vidros escuros fechados - São Jorge estampado à porta, dragão à lança varado segue o funesto cortejo.
Santo guerreiro...
Ogum!
O que querem aqui à essa hora? Porque lanternas acesas se já amanhece o dia?
- Rumores na outra porta. Forçam o alojamento do lado. Um vazio azíago engulha-me o estômago. Voltam em quatro e embarcam.

Move-se o comboio. Uma brasa de cigarro faísca estrelinhas ao solavanco da marcha. Vinte soldados sentados em carroceria coberta, cano de fuzil apoiado ao queixo, dedos cruzados, como a reconciliar no balanço do tranco, um remoto sono perdido. - Passam oito caminhões (fora os que já passaram), mais oito... ( doze com toldas fechadas) Quatro "brucutus" de grande porte, e por último, uma ambulância atrasada.
(Seiscentos homens, estimo.)

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Deserta a rua. As pedras gastas luzem ao óleo dos vazamentos.
Me sento a cama com frio... Ainda tremo de medo.
Nem mais um carro pesado, tanque ou blindado que seja...
Não se derruba governo...
Apascento o coração.

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O morro...

Um morro cinzento emerge ao amanhecer.
Jovens negros, mulatos, brancos e cafuzos, Indiáticos, alinhados e em desalinho, dentes brancos, imberbes, tristes primos-irmãos, empregados. Poucos brancos. Fuzis aos ombros, soturnos, vadeiam pelas calçadas.
(Mortos: um, em confronto civil e outros. – Nove, na madrugada passada).
Que diferença há, entre a camuflagem da farda e um mulato surrado nesse lusco-fusco que aterra? Criança, velho ou mulher... Estampidos sequenciados... É desta, a guerra que falam?

O quadrilátero da janela já dá os contornos da aurora!
Mas que horas?
E esse dia que não chega? Se anuncia, não avança ou recua...
Que dia?
Todos dormem. - Roça o ventilador a esvoaçar os cabelos dos que ressonam pelos beliches de cima.-
Quem tombará na favela?
No meu relógio novo vejo um número escuro no mostrador digital, e quase não vejo a hora. Parece sete. O dia à frente do mês? (um mostrador em inglês) O mês à frente do dia?
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Clareia


Saímos:
Não falo nada até chegar à cancela.
(Eu, Oldengard e a guarda) - Pergunto temeroso e afirmativo: Feriado?!..
Os olhos do soldado brilham e a sentinela se abre. Não é preciso mais nada. Já se sente o cheiro de casa, de varanda com as folhagens nas latas; da barra do mar que quebra, ao pé das pirambeiras que sobem, às costas do redentor...

Uma réstia morna de luz ilumina a rua. Flamejam ao sol as flores dos flamboaiãns.
Seiscentos soldados marcham na Independência. General das Merces... Marques do Sapucaí! Sapucaio-Tupi!
Que sofrimento danado!
(Setembro é nove, não sete.)

- Retomo a noção do tempo.
Entre alegre e aliviado, cantarolo:

Quando piso em folhas secas /
Caídas de uma mangueira /
Lembro da minha escola /
E dos poetas da minha Estação-Primeira / Não sei quantas vezes /
Subi o morro cantando /
Sempre o sol me queimando /
E assim (...)


--Assobio o resto.

S.L. 11 de setembro de 2007 - Orfilho de Toledo


ALUNO x PROJETO

Entre muitas estudos e atividades desenvolvidas pelos professores do curso de TIC 100h estão os Projetos. Uma das autoras estudadas é Maria Elisabete Brisola Brito Prado que assim coloca o trabalho com projeto: “A pedagogia de projetos deve permitir que o aluno aprenda-fazendo e reconheça a própria autoria naquilo que produz por meio de questões de investigação que lhe impulsionam a contextualizar conceitos já conhecidos e descobrir outros que emergem durante o desenvolvimento do projeto. Nessa situação de aprendizagem, o aluno precisa selecionar informações significativas, tomar decisões, trabalhar em grupo, gerenciar confronto de idéias, enfim, desenvolver competências interpessoais para aprender de forma colaborativa com seus pares”.As "questões de investigação" citadas acima, são descritas por Léa Fagundes “certezas provisórias e dúvidas temporárias”, ou nós podemos dizer: “o que eu sei” e “o que eu quero saber”. Maria Elisabete ainda nos fala: “Projeto não pode ser confundido com um conjunto de atividades que o professor propõe para que os alunos realizem a partir de um tema dado pelo professor ou sugerido pelo aluno, resultando numa apresentação de trabalho”.É importante que o professor como mediador, possibilite que as aprendizagens possam ser significativas para os alunos, e na perspectiva do uso de diferentes recursos e mídias o aprender envolva outras habilidades, diferentes conteúdos e disciplinas.
Postado por Roselene às 11:08 0 comentários