(em construção)
GPS; Funcionamento e Integração no celular.
( Celestino N. Carvalho/Osvaldino R. Filho)
A tecnologia de localização via GPS (Global Positioning System), permite que um hardware
possa ser localizado com grande precisão. O sistema GPS consiste em vários satélites na órbita da Terra que emitem simultaneamente sinais de radiofreqüência, permitindo avaliar a posição do receptor no globo terrestre.
Um telefone celular com GPS recebe todas essas informações, trata-as e retransmite-as, utilizando as tecnologias GSM (Global System for Móbile Communication) e GPRS (General Packet Radio Service), padrão digital de comunicação de voz e dados para servidores, que permitem a integração da informação básica de posicionamento com o software de mapa do celular. Estão disponíveis aos clientes através da internet vários softwares que efetuam a
integração entre mapa e GPS, com informações em tempo real.
Matéria do Olhar Digital sobre GPS:
Muitos acreditam que este seja um serviço pago o que não é correto. O sinal de GPS é gratuito, e apesar de altamente preciso, possui um sistema seletivo que induz a um erro programado, dependendo da utilização e dos protocolos contratados pelos fornecedores do sinal de satélite e as empresas que vendem os receptores ou os serviços de posicionamento. Tambem é cobrado o serviço de mapas e o acesso a via de dados de internet. Hoje os principais softwares GPS utilizados são produzido por empresas privadas para uso comercial (topografia, agrimensura, etc). Atualmente existem projetos atividade no Brasil, como o Tracksource , e o Wikimapia, onde centenas de pessoas contribuem para a inclusão de dados e desenvolvimento de mapas de localização. Os Softwares são gratuitos, alguns permitindo a publicação de informações de interesse regional, como fotos, localização de pontos históricos, turísticos e infraestruturais, públicos ou privados.
Sistemas de georreferenciamento e obtenção de Imagens
Os Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) utilizam satélites que captam e transmitem informações para suas estações rastreadoras no solo. Os sinais são processados e servem para o
mapeamento e prospecção da superfície focada.
O produto da observação é distribuido para utilização pública ou privada em forma de imagens visíveis ou meta-dados. Os mapas ou fotografias resultantes nem sempre correspondem ao espectro natural de nossa visão. - O que determina a coloração das imagens pode ser a interpetação das bandas de ondas reconhecidas pelos sensores, que vão da luz visível e infravermelho próximo até radiações que emitem algumas substâncias terrestres.
O meta-dado constitui um pacote de informação "crua" que pode ser lido pelos geoprocessadores, que por seleção e "empilhamento" geram imagens estatísticas ou gráficas do objeto ou área observada. Abaixo, os satélites Landsat e Cebers e as curvas espectrais de seus sensores.
Deduz-se pela interpretação da figura que o segundo sensor (TM5) do Cebers 2 separa com maior nitidez os solos arenoso ou argiloso da vegetação existente.
<>A série LANDSAT teve início na segunda metade da década de 60 apartir de um projeto desenvolvido pela Agência Espacial Norte Americana e dedicado exclusivamente à observação dos recursos naturais terrestres. Essa missão foi denominada ERTS e em 1975 passou a se denominar Landsat. A missão, em sua maioria, foi gerenciada pela NASA e pela USGS e envolveu o lançamento de sete satélites. A série Landsat continua em atividade até hoje, o que significa mais de 30 anos contribuindo para a evolução das técnicas de sensoriamento remoto em instituições do mundo todo. A antena de recepção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) localizada em Cuiabá, capta desde os anos 70 imagens de todo território nacional, o que representa um enorme e único acervo de dados sobre nosso país. Este sistema orbital é ainda muito utilizado nas pesquisas realizadas pela Embrapa Monitoramento por Satélite.
Existe a previsão de que a série Landsat continue, com o lançamento a partir de 2011 do LDCM operando com instrumento OLI. A OLI irá fornecer imagem de 15 metros (49 pés) pancromáticas e multiespectrais de 30 metros de resolução espacial ao longo de faixa de 185km (115 milhas) de largura . A Terra toda caberá dentro da visão do OLI uma vez a cada 16 dias a partir de órbita LDCM quase polar.
Crédito: Ball Aerospace
O CBERS é resultado de um consórcio China-Brazil ((Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Os satélites desta série fazem parte do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, subordinado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Destinam-se a monitoração do clima, projetos de sistematização e uso da terra, gerenciamento de recursos hídricos, arrecadação fiscal, imagens para licenciamento e monitoramento ambiental, entre outras aplicações. Suas imagens são utilizadas por empresas privadas e instituições como Ibama, Incra, Petrobras, Aneel, Embrapa e secretarias de Fazenda e Meio Ambiente. Desde 2001 foi estabelecida uma política de distribuição gratuita das imagens CBERS para todos os usuários brasileiros.
O programa Google Earth utiliza um mosaico de imagens obtidas por diversos satélites e sensores "coladas" em camadas "lado-a-lado" na superfície de um globo virtual (3D), que representa a terra vista do espaço em datas próximas ou distintas. A navegação em um computador pessoal permite localizar um ponto no mundo por busca escrita ou por coordenadas geográficas, e pode ser observado desde a altura do satélite, até, em alguns locais, com aproximação de menos de um metro. O programa destinado ao público é gratuito e aberto para postagem de novas imagens ou fotos atualizadas, desde que o editor esteja conectado a internet e possua um arquivo virtual no provedor do serviço, já que estarão a disposição de usuários ao redor do mundo. Este programa utiliza uma bem elaborada plataforma de trabalho e alguns de seus aplicativos podem ser baixados e executados para composição de mapas temáticos, por colaboradores ou instituições sem interesse comercial político ou religioso.
